domingo, 30 de dezembro de 2007

O Futuro: da Escola e da Tecnologia


Evolução, educação, escolas, tecnologias, crianças, computadores, família... Estas são algumas das muitas palavras que marcam de certa forma o cruzamento da escola com as tecnologias ao longo de toda a leitura do livro "A família em rede", de Seymour Papert.
Passará o futuro da escola pelas tecnologias? Que papel assumirão as famílias na educação das nossas crianças? E os computadores serão apenas um recurso desse futuro e da própria educação ou pelo contrário não passarão simplesmente de um dos frutos do progresso?
São tantas as questões que se levantam após a leitura integral desta obra, porém perduram na incerteza algumas das suas respostas... Será que só surgirão no futuro?

A escola e a mudança


Andamos na escola tantos anos e se voltarmos atrás no tempo, com que alterações significativas é que nos deparamos? Muitos de nós se o fizermos não notaremos qualquer tipo de diferença, mas não nos perguntamos porquê, nem em que medida é importante a mudança nas escolas.
E se falarmos em "micromudança" e "macromudança" como Seymour Papert em "A família em rede"?
Na minha opinião a grande mudança só pode ocorrer se se assistir ao longo do tempo a pequenas alterações, pois sem estas não pode haver uma alteração forte e coerente, que resista a tudo que esta implica.
São três as forças de mudança da escola, apontadas pelo autor que referi anteriormente. A primeira diz respeito à grande indústria, pois as grandes empresas têm desvalorizado os interesses na educação, a revolução na aprendizagem é outra dessas forças, uma vez que se reconhece a necessidade cada vez maior de estabelecer novas abordagens de aprendizagem, a última destas forças tem a ver com o poder das crianças, visto que "todas as crianças que têm em casa um computador e uma forte cultura de aprendizagem são agentes de mudança na escola.".
Agora pergunto eu: Porquê que tudo muda, até os valores, e a escola permanece quase na sua totalidade intacta à mudança?

domingo, 23 de dezembro de 2007

Dos 8 aos 80


Será possível fazermos uma lista de tudo aquilo que conseguimos realizar utilizando o computador? Certamente que sim, pois temos a capacidade de listar tudo aquilo que fazemos. E se pedisse-mos a uma criança de 8 anos para fazer a sua, será que havia grandes diferenças ao compara-la com a nossa? Tendo em conta as múltiplas funções que dispomos a partir desta tecnologia encontraremos certamente uma lista idêntica, porém cada actividade terá sido realizada tendo em conta "diferentes níveis de competência tecnológica" como é referido por Seymour Papert.
Não podemos assim esquecer, que grande parte daquilo que fazemos pode ser feito pelos outros, independentemente do tipo de resposta à actividade, mas com diferentes níveis de competência, logo com resultados diferentes.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Raparigas versus Rapazes


Será que nos dias que correm ainda existem actividades para rapazes e para raparigas? Ou a mentalidade de cada um é que lhes atribui o rótulo de "masculino" e "feminino"?
Na minha opinião é exactamente isto que acontece, é a cultura familiar (como é referido por Seymour Papert), a sociedade e até mesmo cada um de nós que define a qual dos sexos se destina isto ou aquilo.
E se eu afirmar que a utilização dos computadores é uma actividade masculina, onde é que isto foi estabelecido? Na minha cabeça, na minha família ou na sociedade em que me insiro?
Pois é... posso dizer que no que respeita á criação desta ideia na minha cabeça não foi certamente, caso contrário não faria sentido estar a utilizar este meio para comunicar, na minha família também não foi, terá sido na sociedade? Esta já não sei, mas cabe-nos a nós, tal como é referido no livro "A família em rede" lutar pela igualdade.
Se já vemos diariamente mulheres ao volante de autocarros porquê que ainda há quem diga que os computadores são para rapazes?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

HI5 & MySpace com carácter pedagógico?



São muitas as ferramentas que utilizamos diariamente sem nunca questionarmos as suas potencialidades a nível pedagógico, é o que acontece com o HI5 e com o MySpace. Estes são softwares sociais que permitem a comunicação, interacção e partilha de informações entre uma comunidade. Porém podem ter uma vertente educativa se as soubermos utilizar. Por exemplo sendo o HI5 ou o MySpace criados como uma “construção interna”, ou seja algo elaborado, por exemplo no seio de uma turma de 1º ciclo, este permitirá uma participação activa de todos os elementos no seu processo de aprendizagem, uma vez que ambas as tecnologias podem funcionar como uma espécie de “portefólio virtual”. Assim, as crianças teriam oportunidade de ver os seus trabalhos expostos, tal como receber o feedback do trabalho desenvolvido, tendo oportunidade de o melhorar. Esta seria uma forma possível de uma aprendizagem participativa e produtiva com recurso ás novas tecnologias.
Estas ferramentas podem ainda permitir a publicação de sites de interesse para os alunos, ou de questões colocadas pelo professor, educador ou formador. Desta forma, é possível adaptar os objectivos de aprendizagem aos interesses dos alunos, aumentando a motivação destes e possibilitando também uma interacção entre alunos e professores, já que se trata de um software social.

sábado, 17 de novembro de 2007

Prazer e benefício da aprendizagem


Segundo Seymour Papert "o escândalo da educação reside no facto de sempre que ensinamos algo estamos a privar a criança do prazer e do benefício da descoberta.", mas será este fenómeno realmente um escândalo? Teria a criança capacidade suficiente para descobrir tudo aquilo que lhe é ensinado? Não iria esta sofrer um "atraso" no seu desenvolimento como consequência do tempo necessário para ser ela própria a fazer todas as descobertas inerentes à sua aprendizagem?
Na minha opinião estas duas vertentes podem ser partilhadas, ou seja, a vertente de ensino e de aprendizagem, pois se forem dadas à criança as orientações e as bases para que esta desenvolva uma aprendizagem autónoma, a própria criança pode usufruir do prazer e do benefício da descoberta. Penso que caso contrário seria muito complicado, uma vez que "partir do zero" numa aquisição de conhecimentos não é fácil, muito menos para uma criança, uma vez que esta não teria certamente a capacidade de distinguir aquilo que deveria ou não aprender, nem como o fazer.
Como forma de conclusão desta minha reflexão deixo uma questão em aberto para todos pensarem e deixarem a vossa opinião:"De que forma não nos foi permitido gozar do prazer e do benefício da aprendizagem?"

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Moodle


Na passada aula prática de Tecnologias Educativas II, levantou-se uma dúvida: "O que é o Moodle?". Então, a partir da explicação dada ficámos a saber que o Moodle, tal como o Dokeas e o Smartboard fazem parte das chamadas LMS's, ou seja plantaformas que são utilizadas no ensino à distância, presencial ou misto, que permitem disponibilizar conteúdos, sumários e ferramentas e ainda criar cursos on-line.
O Moodle é de todos o mais complexo e o mais utilizado no ensino superior. Um exemplo actual da sua utilização prende-se com o projecto "Saber Mais" da Porto Editora, em que foi disponibilizado o Moodle com o objectivo de ser utilizado pelos professores nas aulas em função do projecto "novas oportunidades".

sábado, 27 de outubro de 2007

As duas aprendizagens...


"..uma impressão que muitas pessoas têm sobre a diferença entre «aprendizagem tradicional» e a «aprendizagem por computadores»: num extremo, temos um contacto humano e afável, no outro, existe uma atmosfera desumanizada e mercantil.".
Esta afirmação é hoje o ponto de partida para a minha reflexão... Serão estas aprendizagens actualmente tão diferentes? Será que o dito "contacto humano e afável" não complementa a "atmosfera desumanizada e mercantil"?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

“Tecnologia na educação, sim ou não?”


“Tecnologia na educação, sim ou não?”, este podia ser o mote para um debate político, pois são várias as posições tomadas face a este assunto. Aqui posso fazer alusão aos “cibercríticos”, “utópicos”, e “ciberutópicos” como diria Papert, referindo-se aos primeiros como aqueles que se asseguram dos perigos dos avanços tecnológicos, aos “utópicos” como aqueles que defendem o progresso e por fim aos “ciberutópicos” que “louvam os milagres da era digital”.
Em qual dos grupos anteriormente referidos se incluiriam os professores com que nos temos cruzado ao longo de todos estes anos de escola? Que partido tirámos nós enquanto alunos das novas tecnologias dentro das salas de aula? Em que medida estas tecnologias podem contribuir para o nosso sucesso escolar?
Muitas questões posso eu levantar ao olhar para trás e ver que afinal a tal “era digital” não esteve presente, diria antes pouco presente, no meu percurso escolar até ao ensino secundário, pois resumia-se a uma rara utilização de um projector.
Muitos são os professores que “temem” as novas tecnologias, que não se interessam em acompanhar o progresso, que limitam os métodos de ensino ao método tradicional de quadro e giz.
Segundo Seymour Papert diria mesmo que me cruzei muitas vezes com as chamadas “avestruzes” e “ciberavestruzes”. Pois o autor refere-se às primeiras como sendo aqueles educadores a quem a ideia que os computadores servirão para melhorar a sua actividade agrada, mas que evitam compreender que essa mesma tecnologia levará a grandes mudanças que ultrapassam um mero aperfeiçoamento.
Já os intítulados “ciberavestruzes” são aqueles que estão decididos a utilizar o computador, mas que só conseguem imaginar essa utilização no contexto do sistema escolar tal como o conhecem.
Não posso deixar de referir a importância do uso das tecnologias para o sucesso escolar, pois se tudo evolui, se tudo se altera, se até as mentalidades mudam porquê que o ensino e a aprendizagem têm que estagnar?

A “geração dos computadores”


Em pleno século XXI deparamo-nos com uma relação próxima, diria mesmo íntima, entre crianças e computadores. Será esta mesmo a “geração dos computadores” como refere Papert?
As novas tecnologias apaixonaram os mais novos e deixaram confusos os mais velhos. Esta afirmação leva-me a fazer algumas perguntas, tais como: “Até que ponto serão as novas tecnologias benéficas?” e “Que lugar é que ganharam as relações familiares com a presença constante dos computadores?”. A primeira pergunta faz-me pensar, uma vez que também pertenço a esta “geração”, a geração que acolheu desde cedo os avanços tecnológicos, que passa horas seguidas em frente a um computador e até mesmo que esquece a presença das pessoas em deterimento de um rato, de um teclado, de um monitor e pouco mais. As novas tecnologias a meu ver são benéficas ao ponto de ser uma forma fácil de acesso a um vasto leque de informações, uma forma fácil de comunicar e de permitir a realização de tantas e tantas actividades e projectos, como por exemplo de um blog como este. Porém, estas mesmas informações, comunicações, actividades e projectos estão a um passo de passarem de benéficos a prejudiciais, não fosse a internet parte integrante destas tecnologias. Mas, não só a criança pode sair lesada com as consequências do uso abusivo das novas tecnologias, como também as relações familiares se podem alterar, na medida em que o isolamento e a ausência da criança começa a ser uma constante. Agora coloco eu uma questão: “Não será a internet um vício com a capacidade de destruir a nossa vida em sociedade?”

sábado, 6 de outubro de 2007

Porque não pensar um pouco?


Seria suposto ser eu a reflectir sobre as afirmações relevantes em "A família em rede", mas porque não deixar uma para quem passar por aqui?
"...quando se aprende, aprende-se sempre duas coisas: um assunto ou domínio específico e uma perspectiva sobre o que é a aprendizagem...o aprender não é algo difuso e irrelevante mas uma das condições fundamentais de sucesso na sociedade de informação para onde caminhamos a ritmo acelarado."

"A família em rede"


"A família em rede" de Seymour Papert é a obra em análise este ano de Tecnologias Educativas II. Porque faz este livro parte do programa deste ano? Porquê este autor?
Este livro tem como foco as relações estabelecidas entre os computadores e quem os utiliza, sejam eles adultos ou crianças. Aqui, o autor centra-se no meio familiar descuidando-se do meio escolar com o objectivo de "descobrir" até que ponto são comuns as aprendizagens e conhecimentos entre pais e filhos ou avós e netos e quais as vantagens das novas tecnologias a nível cognitivo, axiológico ou relacional e quais os fins para que são utilizadas.
A segunda questão diz respeito à entidade do autor, Seymour Papert. Seymour Papert nasceu nos Estados Unidos da América, vivendo na África do Sul a sua infância e juventude. O autor colaborou com Jean Piaget antes de se dedicar à informática onde trabalhou com grandes nomes das Ciências da Computação e da Inteligência Artificial. Papert assume assim um papel importante ao nível da utilização dos computadores na educação. Foi o responsável pelo aparecimento da linguagem Logo, sendo esta, como é referido, "não só uma linguagem mas também uma filosofia sobre a natureza da aprendizagem e a relação entre o homem e a tecnologia.".

Mais um ano...


Mais um ano lectivo, mais um ano com Tecnologias Educativas,mais um ano com desafios pela frente.
Tecnologias Educativas II dá seguimento à cadeira de nível um, assim também a elaboração deste blog visa, tal como aconteceu no ano passado, a "construção" de um portfólio virtual. Aqui, ficarão registados os aspectos importantes da cadeira assim como as reflexões críticas baseadas na obra integral em análise "A família em rede" de Seymour Papert.